Hesitar

5 abr

Eu tô ali e ouço de fundo a discussão de duas pessoas. Uma mulher e um homem. Não é uma discussão-briga, é só uma menina tentando explicar pra um cara os sinais que as mulheres dão quando estão afim. Eu tô ali pensando há eras se devo ou não tocar sua perna, te pedir um abraço, sei lá, qualquer coisa pra essa vontade súbita de toque. Aí ouço a guria dizer que toque é o sinal definitivo do sim. Me toco do que tá acontecendo e penso que não posso ficar assim, me jogando pra cima de alguém. Mas eu não tava nem perto disso, eu só tava ali, sentada perto de você, pensando. Daí penso que você deve saber que por trás de todas as brincadeirinhas eu tô dizendo que quero, que não fico nessa de te tocar porque ao vivo é muito mais foda do que online. Daí penso que tenho que escrever sobre isso porque acordei seis da manhã e perdi a van pra faculdade e tô com um puta gosto de cabo de guarda-chuva na boca e levantei da cama cantando Fresno. “Mas isso não vai prestar”, é o meu pensamento óbvio. Porque aí aquele nosso amigo em comum pode assinar o feed do meu blog. E ele vai te mostrar e vocês vão falar sobre mim e achar que eu tô apaixonada por você e não é isso. É só vontade de te abraçar. Vontade de mostrar ali, naquele momento em que todos estão sentados no chão, que eu quero que você me toque de volta. E nem é na conotação sexual da palavra, é só, sei lá, você pôr a mão no meu joelho também. Porque em filmes (lá vou eu falando de filmes e séries e qualquer coisa irreal na qual eu não posso me basear, mas me baseio) é dessa cena que cortam pra outra na qual estão os dois em um quarto se beijando freneticamente e tirando suas respectivas roupas.

Mas é claro que eu não toco sua perna, né. Sou mestre em ficar só na vontade. Covarde. Eu poderia terminar dizendo que a partir de hoje, 5 de Abril de 2010, eu não vou mais passar vontade, mas god only knows how hard I try. A verdade é que quando eu me importo, eu não consigo dar um passo sem a certeza de que posso. Não importa tanto se vou levar um fora (importa sim), o que importa é que vai ser de alguém que eu realmente quero. E nem é na conotação fofinha-manhosa de querer (talvez nessa também). Afinal, que que custa ficar mais de uma vez com uma pessoa? Porque, sério, isso só serve pra sentir o gostinho de como é e ficar no quero mais. Soou brega? Sou brega.

Daí eu vou embora com vontade de ter te abraçado durante uma meia-hora. Ou uma hora e meia. Em matéria de dedo podre, eu dou aula.

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