Mais um, eu sei

4 nov

“Qual é a porra do seu problema, caralho?” foi a maneira mais sutil que ela conseguiu pensar pra quebrar o silêncio. Incômodo silêncio que se formou por incapacidade de organizar os pensamentos. Dele, claro. Na cabeça dela estava tudo bem claro, extremamente claro, mais claro só dizendo tudo. E discutindo tudo.

A resposta foi mais silêncio. Se fosse possível, a cabeça dele explodiria de tanto pensar. “Mas pra que merda serve pensar tanto e não dizer nada? Que morra então!” foi a maneira menos violenta que ela encontrou pra dizer adeus. Estavam separados fisicamente, mas durante todo o silêncio estiveram naquele quarto de paredes azuis. Naquela cama que presenciou choro, sono, riso, tesão. E agora mais um adeus. Mais um adeus pra eles chamarem de deles, mais um final pra chamarmos de nosso.

“É exatamente isso: nós não funcionamos juntos. Funciona nos primeiros dias pela saudade mútua, aquela vontade mútua de um pelo outro. Mas não tem depois. É só aquilo. Depois fica vazio. Eu não quero nada pela metade.”

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