Arquivo | outubro, 2009

Taurus

25 out

Que pavor de voltar à rotina! Não quero ir dormir por medo de acordar na segunda-feira. É sério, por mais imbecil que possa soar. Essa loucura anti-rotina é tão típica. A vontade louca que dá na noite de domingo de sair correndo contra o tempo, de não aceitar de maneira alguma que ainda tem inúmeros trabalhos até as férias chegarem. Que desespero, meu deus, que desespero!

Eu quero o Rio. Eu quero Pirenópolis. Quero uma cerveja do bar da praça de Caldas Novas. Quero Silvânia. Quero Londres! Quero falar francês no Canadá. Quero ver tv o dia todo. Quero seus pés nos meus e não ver as horas passarem.

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Mais uma vez, eu sei

15 out
pode me chamar de precipitada, mas eu vi minha foto do wordpress e pensei “nossa, meu cabelo tá bem parecido com o jeito que era nessa época”. logo depois pensei “mas essa carinha ingênua, fofa, ficou com o tempo”.

Pode me chamar de precipitada, mas eu vi uma foto de 2007 e pensei “nossa, meu cabelo está bem parecido hoje com o jeito que era nessa época”. Logo depois pensei “mas essa carinha ingênua, fofa, ficou com o tempo”. Eu me senti… velha. Como se aquela foto com todo um ar de ingenuidade, de fofura, não pudesse acontecer de novo. Aquela é a Laurinha. Que foi.

É que, às vezes, parece que tudo passa tão rápido que mesmo os mais detalhistas perdem os momentos. Simplesmente os dias passam a ser iguais e isso é perder. Já me pego pensando no quanto estou perdendo em dias tediosos. Tem dias em que penso que não vou lembrar de nada do que vivi naquele dia, então não tem motivo ter vivido, foi só mais um dia. Qual a relevância dos dias que são só mais um?

Quando você pensa no que (não) está fazendo, dá vontade de sair e mudar tudo. Simplesmente tudo. E de uma vez só. Mas… como? Eu tenho essa vontade sempre, sempre. Eu não consigo ficar parada no mesmo lugar tanto tempo, mas sou covarde demais pra mudar algo radicalmente. E mesmo que tivesse atitude, O QUE mudar? O que eu posso mudar que não me faça jogar tudo pro alto? No final é isso mesmo: covardia. Eu tenho é medo de mudar algo e desabar todo o resto.

(Adaptado de uma conversa com o amigo Riccardo Joss)

All Is Full Of Love? ou Uma Linha e um Parêntesis

6 out

Às vezes eu só queria um romancezinho no estilo dos filmes água-com-açúcar pra chamar de meu.

(Lembra quando eu disse que não prometia textos pra ninguém e você disse que eu escreveria, sim, sobre você? Considere este o seu texto)

Pronto, falei

1 out

Há muito a dizer, sempre há. Mesmo no silêncio de uma folha em branco, mesmo no silêncio de uma sessão escura de cinema, mesmo no silêncio eterno do hiato criativo. Há o medo de estar só se repetindo sempre, texto atrás de texto, sempre os mesmos temas, sempre a mesma agonia que leva a escrever, a vontade incontrolável de dizer tudo de uma vez. Aquela velha agonia adolescente de guardar tudo pra si ou de, caso resolva dizer algo, ouvir uma tentativa de consolo pós-desabafo. E se eu quiser dizer? Eu só quero digitar e postar, só quero gritar e ouvir o silêncio depois. Não estou pedindo um ombro amigo, uma mãozinha besta pra bater nas minhas costas num gesto que deveria dizer que vai tudo ficar bem, mesmo que eu não queira tudo bem. Quer coisa mais sem graça do que tudo no seu devido lugar?

É incrível como algumas pessoas são ligadas, mesmo que ambas mudem, mesmo que mudem e se tornem outras pessoas, sempre arrepiarão depois de um certo verso, sempre dirão “era exatamente isso que eu ia dizer agora!”. Suspeito que essas sejam as almas-gêmeas. E ouvi dizer que “soulmates never die”.

A calmaria pode levar à confusão. Pelo menos de uma mente que precisa sempre de uma sacudida, de um “momento uepa”. Quem cita Vídeo Show em um texto, meu deus? Haha.

Tempo demais sem ler, sem escrever… Emburrecer faz parte? Aliás, e quando alguém que já se julgou tão diferente se descobre raso? Existem as pessoas profundas, aquelas que entendem do que dizem, aquelas que nunca reclamarão de falta de argumentos. Existem as pessoas vazias, aquelas que são só a capa mesmo e ninguém espera mais do que isso. Mas existe um tipo pior de pessoa, a rasa. A pessoa rasa é aquela que você vê e sabe que não é superficial, mas quando começa a explorar vem a decepção: na verdade a pessoa não é muito mais do que aquilo que parecia à primeira vista. Ela parece interessante, intrigante, mas não passa daquilo. Parece, só.

Ah, mas o que importa são as pausas na loucura do dia-a-dia.