Da diferença que palavras podem fazer

13 abr

Às vezes reclamamos por ter que ouvir certas coisas. Às vezes, por termos que esperar emails, telefonemas. Às vezes, por não sabermos falar sobre tal assunto ou até mesmo por faltar assunto. Muitas vezes o que faz toda a diferença é a palavra. O poder da palavra (e de sua ausência) é incrível. Daí minha paixão por elas em textos, filmes (movie quotes), músicas, etc.

Cada vez mais vejo pessoas se declararem procrastinadoras. Será este o novo mal estar da civilização contemporânea? Tantopralertantoprafazertantoprapensartantotudodeumavezagoratantotanto! E tudo deixado pra depois, é “tanto” demais pra tempo de menos. Ou preguiça demais. Ou preguiça demais e tempo de menos.

De vez em quando, consigo ser o cúmulo da preguiça. Soube disso ao abrir o Reader e ver que abri mão das inscrições em “Atualidades Notícias” e “Cultura”. Isso aconteceu aos poucos, cancelando as inscrições de jornal por jornal, mas acabei assinando só feeds de blogs. Agora, não assino feed de nenhum blog além dos que já tenho,  sei que vou acabar enrolando e acumulando e talvez até mesmo desistindo. Sei disso porque passei um bom tempo (meses?) sem ler o que aparecia de novo em um blog que tanto gosto, o Até aqui tudo bem.

Jusqu’ici tout va bien (ou Até aqui tudo bem) chama atenção de cara pelo nome. Mais ainda com a “explicação” do nome que aparece na descrição do blog: “É a história de um homem que cai de um prédio. Enquanto cai, ele repete para se acalmar: até aqui tá tudo bem, até aqui tá tudo bem, até aqui…”. Tem como não ficar, no mínimo, intrigado? É lendo os posts que descobrimos que o blog é feito por textos dos quais fazem parte desde relatos do cotidiano, que nos acordam para as pequenas coisas da vida, até opiniões pertinentes sobre assuntos mais sérios. Isso tudo transmitindo uma leveza e bem-estar incríveis!

Não lembro como nem quando encontrei o blog, mas sou grata por tê-lo encontrado. Aline é a pessoa por trás das palavras e eis aí uma pessoa que sabe usá-las. Daí o início deste post, hoje estava lendo alguns textos que estava enrolando para ler já há algum tempo e, ao ler um texto do “Até aqui tudo bem”, lembrei o porque de gostar tanto do blog: o poder que as palavras lá escritas têm de nos envolver.

É aí que tenho que dizer que podem enrolar o tanto que conseguirem, deixar os feeds acumulando e os emails a responder. Mas saibam, procrastinadores queridos, que palavras podem mudar seu dia, quiçá sua vida. E é por isso que recomendo acompanharem os textos no Até aqui tudo bem e também os 140 caracteres no twitter.

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