Arquivo | julho, 2008

Sobre nada (ou tudo)

19 jul

Pois bem, me faltam palavras. Não só “me faltam palavras” como também sobra preguiça de falar, escrever e afins.

Ultimamente tenho percebido quão superficiais são meus conhecimentos… Quando penso no meu futuro, penso em Comunicação Social – Jornalismo, me pergunto qual ramo seguir e decido Jornalismo Literário. Quantos escritores fantásticos! Literatura e Jornalismo, duas de minhas maiores paixões. Só que meu conhecimento sobre ambos é mínimo, talvez menos que mínimo.
Pode ser que venha daí minha abstinência de palavras: não tenho palavras o bastante, idéias o bastante, ideais o bastante. Talvez seja só mais uma “crise” adolescente, conseqüência dos sempre culpados hormônios, talvez seja tudo involuntariamente voluntário e talvez eu tenha noção disso mesmo sem saber. Talvez tenha toda uma lógica, por mais sem lógica que pareça ser.
Assisti alguns filmes nas últimas semanas, quebrando meu jejum de cinema/locadoras. Me identifiquei com um personagem de um filme bobo (In The Land Of Women, ou Eu e As Mulheres), a princípio gostei dele simplesmente por ser interpretado pelo meu querido Adam Brody (eterno Seth Cohen de The OC), depois tentei julgar o ator e isso se mostrou difícil porque todos os personagens que já o vi encarnar são parecidos demais e isso torna difícil julgá-lo como um bom ou mau ator. Enfim, durante o filme fui concordando com as falas de Carter Webb, inclusive algumas pareciam com coisas que já falei e… Não sei bem o que dizer sobre isso. Carter sempre buscou palavras e mais palavras, procurando sempre os arranjos perfeitos de palavras, idealizou todos os seus relacionamentos e a pessoas com quem se relacionava, mas ele se mostra útil pra “mudar a vida” de algumas personagens do filme e eu espero ser útil algum dia, talvez não pra “mudar a vida” de alguém, mas quero ser útil.
Essa semana volto à rotina e volto a seguir o meu bom (?) e velho cotidiano, lá vou eu pro “todo dia ela faz tudo sempre igual”. Durante as férias minha extrema vontade de me mudar de cidade e morar sozinha meio que ficou mais fraca e frágil, talvez volte com toda a força, talvez eu desista, só o tempo pra trazer uma decisão (e espero que seja a correta). Enquanto isso, o novo se mistura ao velho e só daqui a seis meses poderei descansar/cansar de novo, só depois do vestibular.

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Pontos

3 jul

Com todos os encontros (e desencontros) um turbilhão de cenas se formou em minha mente, juntei as peças e formei uma enorme interrogação. Estudei cada cena, e fiz um novo encaixe, tudo em forma de exclamação. Mantive esta exclamação e a usei para carimbar uma carta que nunca lhe entreguei. Tentei várias vezes e nunca consegui, as lágrimas fizeram a exclamação voltar à sua forma original, interrogação. Dobrei a carta e em todo lugar que ia a levava junto, muitas vezes eu via no papel algo disforme, outras vezes reticências ou exclamação, mas quase sempre estava lá uma grande e eloqüente interrogação. O papel já estava gasto e remendado quando cansei de levá-lo comigo, abri e tentei apagar a interrogação com uma borracha, mas pouco depois a imagem se formava de novo. Gritei alto toda minha raiva e, também, meu medo e pude ver que na carta estava um ponto, um único ponto no canto inferior do lado direito da folha. Era o ponto final. Rasguei a carta e ao jogá-la para o esquecimento pude sorrir.

Texto antigo, guardado em algum lugar esquecido do meu computador.