Literal

13 jun

Eu sou palavras, palavras muitas vezes ocultadas, guardadas. Palavras muitas vezes jogadas sem pensar uma única vez, saem com força de tiro de canhão e podem machucar como tal. Essa sou eu, palavras. Sou a soma daqueles que amo, é só olhar para os meus lados e entenderá, são sorrisos e abraços. Sou, portanto, palavras e amor.
Pode soar engraçado (talvez cafona) ouvir alguém do “alto” de seus recém-completos dezessete anos falar de amor, mas posso afirmar que nasci assim, parte amor parte palavras. Daí o amor às palavras e as – melosas – palavras de amor. Por isso, quando aprendi a falar não pude parar mais, por isso também errei algumas vezes e foi com estes erros que aprendi: palavras não devem ser desperdiçadas com besteiras. Sou aprendizado ao longo de meus anos, anos estes recheados de histórias que hoje pertencem ao passado, mas há pouco ainda pertenciam a mim.
Não sou grande enigma, por trás do meu olhar não existe grande segredo e não lhe devorarei se não me decifrar. Sou o que falo, o que sinto e principalmente o que penso. Apesar de ser mais sentir do que pensar, penso muito mais que sinto e sinto muito junto do que penso. Não sei balancear, erro nas doses, exagero, mas sou una.
Começo assim algo que não pertence a mim, mas às palavras.

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