101 coisas em 1001 dias

Julho 23, 2008

# Início: 24/07/2008
# Término: 20/04/2011

1. Passar no Vestibular para Comunicação Social – Jornalismo
2. Aprender a dirigir e tirar carteira de motorista
3. Aprender a tocar algum (qualquer) instrumento
4. Terminar o curso de inglês
5. Começar o curso de francês
6. Aprender a conversar sem tropeçar nas palavras ou travar
7. Estudar sobre Literatura Feminina
8. Aprender a jogar xadrez, poker e truco
9. Aprender a comer yakisoba com hashi
10. Estudar teoria política e sair da minha posição centrista
11. Aprender a fazer textos de natureza dissertativa-argumentativa (Até que não sou mais um total desastre tão ruim defendendo minha opinião)
12. Aprender a cozinhar (o básico)
13. Aprender a dançar rockabilly e salsa
15. Reaprender a fazer crochê
16. Aprender a fazer três drinks
17. Aprender a fazer uma torta salgada e uma doce
18. Fazer um curso de LIBRAS
19. Aprender pelo menos o básico de Trigonometria e Química Orgânica
20. Fazer curso de fotografia ou estudar por conta própria
21. Comprar e aprender a usar Photoshop
22. Comprar uma máquina de escrever
23. Ter uma coleção com mais de 70 CDs
24. Comprar todos os meus livros preferidos
25. Comprar um laptop
26. Comprar um videogame (Não fui eu quem comprou e o PS2 é mais do meu irmão do que meu, mas sendo mais velha, quem manda sou eu. Ha! …ou não.)
27. Comprar maquiagem completa
28. Comprar um iPod
29. Comprar um livro e um CD pela capa
30. Ir a um brechó e comprar algo
31. Ler todos os livros da Clarice Lispector
32. Ler pelo menos 15 livros brasileiros “indispensáveis”
33. Ir a pelo menos uma edição do FICA
34. Ver todos os filmes com a Audrey Hepburn
35. Ler Lolita e Madame Bovary
36. Conhecer cidades históricas do interior de Goiás
37. Conhecer mais da cultura oriental e árabe
38. Ler todos os mangás de Death Note, ver todos os episódios do anime e os filmes
39. Ir ao show de uma banda que eu realmente goste muito
40. Voltar a fazer Palavra Cruzada regularmente
41. Montar um quebra-cabeça de 5000 peças
42. Ir ao cinema no mínimo 2 vezes por mês, todos os meses
43. Reler meus livros favoritos
44. Rever meus filmes favoritos
45. Ir ao teatro
46. Ver uma apresentação do Quasar
47. Fazer picnic
48. Fazer uma noite “fondue & vinho”
49. Dançar na chuva
50. Conhecer os pontos turísticos de Brasília
51. Sair com R$ 150,00 pra fazer compras no Centro/Campinas
52. Ver, no mínimo, 50 filmes desta lista
53. Assistir todos os episódios de Sex & The City e de The OC
54. Comprar um cofrinho e começar a guardar dinheiro
55. Ver três sessões seguidas no cinema
56. Comprar um mapa-múndi e marcar os lugares para onde quero viajar
57. Viajar para Arraial D’Ajuda (BA) sem parentes
58. Conhecer Bonito (MT)
59. Passar o Reveillon na praia
60. Ir a São Paulo
61. Conhecer o Rio de Janeiro
62. Viajar para fora do país
63. Viajar para o sul do país
64. Ir a um Starbucks
65. Ir ao Hopi Hari e ao Playcenter
66. Manter um blog, levá-la a sério e atualizar sempre
67. Participar de uma e-zine
68. Começar a escrever um livro
69. Escrever para uma revista/jornal
70. Dominar as “ferramentas de web”, ou pelo menos entendê-las
71. Manter um bloco de anotações/idéias até o final 2ª tentativa desde a lista: comecei em Dezembro/08 e tenho mantido
72. Tirar o título de eleitor
73. Acompanhar um projeto inteiro do meu pai
74. Trabalhar durante as férias pelo menos uma vez
75. Arranjar um emprego/estágio
76. Começar a tomar suco durante a semana e refrigerante/alcoólicos apenas final de semana
77. Praticar exercício físico regularmente
78. Usar maquiagem regularmente
79. Usar sandálias que mostram o pé Pode parecer besta, mas não é, ok!
80. Fazer, no mínimo, uma tatuagem
81. Ter, pelo menos, um piercing
82. Fazer algo diferente no cabelo
83. Conseguir chegar ao meu peso ideal e manter
84. Tentar manter um relacionamento sério Tentar eu tentei, né…
85. Chegar em casa depois das 6 da manhã e comprar pão antes
86. Plantar árvores na fazenda da minha família
87. Ter um bicho de estimação
88. Participar de um programa da MTv ou da Multishow
89. Ter uma coleção de, no mínimo, 10 All Stars (e não acabar com eles)
90. Perder o medo de conversar com pessoas de quem sou afim
91. Ter um dia totalmente “Curtindo a Vida Adoidado”
92. Desenhar uma roupa e mandar fazer
93. Abandonar minhas contas em sites que não uso Feito em Julho/2008
94. Aprender a andar de bicicleta
95. Morar sozinha ou com amigos
96. Fotografar todos os dias, no mesmo horário, durante um mês, o pôr-de-sol pela minha janela do quarto
97. Sempre que tiver oportunidade de trocar o táxi-pai por ir a pé/de ônibus/de carona/de táxi, trocar Comecei em Agosto/2008 e acabei perdendo meu celular em um táxi
98. Aprender a fazer café
99. Curtir um final de semana “fossa”, com direito a: filmes de drama/romance, (muito) brigadeiro, música-fossa e conversas-fossa
100. Parar com a minha mania de “Stalker” Sou uma nova mulher agora! ;) Dica pra quem quer largar essa mania: deletar o Orkut. Ajuda muito, sério.
101. Escrever sobre as experiências que esta lista me proporcionar e, ao cumprir tudo, pensar se devo fazer outra :)

Idéia copiada da Helen Fernanda

Sobre nada (ou tudo)

Julho 19, 2008

Pois bem, me faltam palavras. Não só “me faltam palavras” como também sobra preguiça de falar, escrever e afins.

Ultimamente tenho percebido quão superficiais são meus conhecimentos… Quando penso no meu futuro, penso em Comunicação Social – Jornalismo, me pergunto qual ramo seguir e decido Jornalismo Literário. Quantos escritores fantásticos! Literatura e Jornalismo, duas de minhas maiores paixões. Só que meu conhecimento sobre ambos é mínimo, talvez menos que mínimo.
Pode ser que venha daí minha abstinência de palavras: não tenho palavras o bastante, idéias o bastante, ideais o bastante. Talvez seja só mais uma “crise” adolescente, conseqüência dos sempre culpados hormônios, talvez seja tudo involuntariamente voluntário e talvez eu tenha noção disso mesmo sem saber. Talvez tenha toda uma lógica, por mais sem lógica que pareça ser.
Assisti alguns filmes nas últimas semanas, quebrando meu jejum de cinema/locadoras. Me identifiquei com um personagem de um filme bobo (In The Land Of Women, ou Eu e As Mulheres), a princípio gostei dele simplesmente por ser interpretado pelo meu querido Adam Brody (eterno Seth Cohen de The OC), depois tentei julgar o ator e isso se mostrou difícil porque todos os personagens que já o vi encarnar são parecidos demais e isso torna difícil julgá-lo como um bom ou mau ator. Enfim, durante o filme fui concordando com as falas de Carter Webb, inclusive algumas pareciam com coisas que já falei e… Não sei bem o que dizer sobre isso. Carter sempre buscou palavras e mais palavras, procurando sempre os arranjos perfeitos de palavras, idealizou todos os seus relacionamentos e a pessoas com quem se relacionava, mas ele se mostra útil pra “mudar a vida” de algumas personagens do filme e eu espero ser útil algum dia, talvez não pra “mudar a vida” de alguém, mas quero ser útil.
Essa semana volto à rotina e volto a seguir o meu bom (?) e velho cotidiano, lá vou eu pro “todo dia ela faz tudo sempre igual”. Durante as férias minha extrema vontade de me mudar de cidade e morar sozinha meio que ficou mais fraca e frágil, talvez volte com toda a força, talvez eu desista, só o tempo pra trazer uma decisão (e espero que seja a correta). Enquanto isso, o novo se mistura ao velho e só daqui a seis meses poderei descansar/cansar de novo, só depois do vestibular.

Pontos

Julho 3, 2008

Com todos os encontros (e desencontros) um turbilhão de cenas se formou em minha mente, juntei as peças e formei uma enorme interrogação. Estudei cada cena, e fiz um novo encaixe, tudo em forma de exclamação. Mantive esta exclamação e a usei para carimbar uma carta que nunca lhe entreguei. Tentei várias vezes e nunca consegui, as lágrimas fizeram a exclamação voltar à sua forma original, interrogação. Dobrei a carta e em todo lugar que ia a levava junto, muitas vezes eu via no papel algo disforme, outras vezes reticências ou exclamação, mas quase sempre estava lá uma grande e eloqüente interrogação. O papel já estava gasto e remendado quando cansei de levá-lo comigo, abri e tentei apagar a interrogação com uma borracha, mas pouco depois a imagem se formava de novo. Gritei alto toda minha raiva e, também, meu medo e pude ver que na carta estava um ponto, um único ponto no canto inferior do lado direito da folha. Era o ponto final. Rasguei a carta e ao jogá-la para o esquecimento pude sorrir.

Texto antigo, guardado em algum lugar esquecido do meu computador.